Hoje vamos falar sobre como manter informações em segredo, e esse não é um objetivo novo. Desde os tempos de Júlio César e seu cifrário até Maria, Rainha da Escócia, que enviou mensagens criptografadas para assassinar a Rainha Elizabeth em 1587, sempre houve a necessidade de criptografar e descriptografar correspondências privadas. Isso se mostrou especialmente crítico durante a Segunda Guerra Mundial, quando Alan Turing e sua equipe em Bletchley Park tentaram descriptografar mensagens das máquinas Enigma nazistas, e essa necessidade só cresceu à medida que mais e mais tarefas sensíveis são realizadas em nossos computadores. Então, hoje, vamos apresentar algumas técnicas comuns de criptografia, como o Padrão Avançado de Criptografia (AES), Troca de Chaves Diffie-Hellman e RSA, que são empregadas para manter suas informações seguras, privadas e protegidas.
Nota: Em outubro de 2017, pesquisadores divulgaram uma falha viável contra o WPA2, conhecida como KRACK Attack, que utiliza AES para garantir comunicação segura entre computadores e roteadores de rede. O problema não está no AES, que é comprovadamente seguro, mas no protocolo de comunicação entre o roteador e o computador. Para estabelecer uma comunicação segura, o computador e o roteador precisam concordar através do que é chamado de "handshake". Se esse handshake for interrompido de uma maneira específica, um atacante pode fazer com que o handshake falhe para um estado inseguro e revele informações críticas que tornam a conexão insegura. Como é comum nessas situações, o problema está na implementação, não no algoritmo seguro em si. Nossos amigos do Computerphile têm um ótimo vídeo sobre o assunto:
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